Dr. Daniel Farias
Psiquiatra

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Meu nome é Daniel da Rosa Farias, sou médico psiquiatra, mas já transitei por um caminho bem variado.

Minha vida profissional começou em 1997 como estagiário de Processamento de Dados, curso técnico que fiz junto do Ensino Médio na extinta Escola Técnica da UFRGS, entre 1997 e 1999. Naquela época, comecei também a trabalhar como monitor na escola de inglês onde eu tinha estudado desde pequeno. Até 2002 trabalhei como instrutor de inglês, tenho no sangue uma vasta família de professores para me motivar.

Em 2001, ingressei no curso de Psicologia da UFRGS, estudei até o terceiro semestre, quando me apaixonei pelas aulas de Fisiologia e resolvi tentar o vestibular para Medicina. Aproveitando que a UFRGS estava em greve naquele ano de 2002, estudei para o vestibular e entrei na Medicina da UFRGS em 2003 e me formei em 2009. Durante a faculdade, eu pensei em estudar Medicina de Família e Comunidade, Anestesiologia, mas o que me cativava mesmo era a volta às origens "psi", e a Psiquiatria foi uma escolha fácil.

Entre 2010 e 2012, fiz Residência Médica em Psiquiatria no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Foi uma época de muito trabalho e de muito estudo, mas com pouco tempo para respirar. A conclusão da residência com um estágio na Tavistock Clinic em Londres, um centro de altíssima qualidade em Psicanálise. Foi um momento de virada na carreira: ali realmente defini que a assistência seria o meu foco. Por mais que eu goste de ler pesquisa, trabalhar no meio acadêmico com a produção de pesquisa não me atraía da mesma forma que estar em contato com os pacientes no consultório.

Já trabalhando como psiquiatra, comecei a ter contato com uma gama maior de conhecimentos além daquele que tinha podido estudar na residência. Nos congressos internacionais de psiquiatria, fui conhecendo áreas de atuação que me abriam novas janelas de como ajudar mais pacientes. Buenos Aires em 2011, Praga em 2012, Viena em 2013, Madri em 2014, Orlando em 2015, Cidade do Cabo em 2016, Berlim em 2017, Cidade do México em 2018, Varsóvia e Copenhagen em 2019 e todos os cursos on-line de 2020 e 2021 foram fonte de inspiração não somente pelas experiência culturais, como também foram locais de congressos que desafiaram meus preconceitos. Ouvir falar de Mindfulness, de Psicologia Positiva, de uso Medicinal de Cannabis, do uso dos Psicodélicos e do MDMA como estratégias terapêuticas renovaram a esperança e a certeza de que existem várias formas de se ajudar quem sofre com problemas de saúde mental.

 

Também de 2011 a 2020 trabalhei como médico em atendimento pré-hospitalar. A oportunidade de atender pacientes em casa, ver o impacto do sofrimento mental na saúde física de cada paciente consolidava minha satisfação pelo trabalho como psiquiatra.

 

Meu preconceito com cannabis e psicodélicos foi superado (lembro de pensar: "Jesus, querem chapar os pacientes!" 🤦🏼‍♂️🤭🤣) O trabalho agora é trazer esse assunto para discussão, participar da superação de barreiras para que a ajuda chegue a quem sofre, de forma igualitária, legal, justa e respeitosa com quem sempre produziu esse conhecimento de forma milenar, como os indígenas.